A Geometria Fractal é um ramo da Matemática, extremamente nova e desconhecida por muitos educandos e educadores, porém de grande importância para as mais diversas áreas do conhecimento.
É uma curva geométrica e uma dos primeiros fractais a serem descritos. Conhecido também como Floco de Neve de Koch, sua construção inicia com uma linha reta chamada de iniciador. Seu terço médio é substituído por um triangulo eqüilátero sem o segmento de sua base. A construção obtida, constituída por quatro segmentos, será copiada e reduzida, para ser reusada, sendo chamada de gerador. O processo é repetido várias vezes.
São curvas descritas pelo matemático italianoGiuseppe Peano de forma a preencher completamente um espaço bidimensional (como um quadrado) ou tridimensional. Outros pesquisadores, como David Hilbert, deram continuidade a pesquisa das curvas de preenchimento do espaço estendendo-as para espaços n-dimensionais.
Arte fractal é a criada utilizando-se funções matemáticas chamadas fractais e transformando os resultados dos cálculos em imagens, animações, música ou outro tipo de mídia. Imagens fractais são os gráficos resultante dos cálculos, e animações são seqüências desses gráficos.
Música fractal transforma os resultados do cálculo em sons. Geralmente, mas não exclusivamente, utilizam-se computadores para processá-los, devido à complexidade da matemática envolvida.
Conexões com várias ciências e com situações do cotidiano.
Deficiências da Geometria Euclidiana para o estudo de formas da natureza. Os objetos naturais são com freqüência mais complicados e exigem uma geometria mais rica, que os modela com fractais.
Existência do belo nos fractais e possibilidade do despertar e desenvolver o senso estético com o estudo e arte aplicada à construção de fractais, entendendo-se arte como toda ação que envolve simultaneamente emoção, habilidade e criatividade.
Sensação de surpresa diante da ordem na desordem.
Possibilitar momentos de investigação e envolvimento na elaboração de conjecturas e aprendizagens significativas.
Segundo Barbosa (2002) os fractais podem ser explorados no desenvolvimento de diversos conteúdos: como na álgebra, geometria, cálculo, modelagem matemática e números complexos, com o propósito de despertar o interesse dos educandos, pelas formas, cores e luminosidade que os mesmos apresentam ao serem criados no computador e por se trabalhar com recursos audiovisuais.
No Ensino Fundamental já podemos introduzir a Geometria Fractal. É necessário o aluno ter conhecimento que através da Geometria Euclidiana não é possível calcular a área de todos os objetos encontrados na natureza, principalmente aqueles que o homem não criou, como por exemplo, as árvores, continentes. Desta forma, podemos despertar a curiosidade do educando.
Através da construção de um caleidoscópio, podemos criar fractais. Estes se originam em seu interior através da reflexão de espelhos e refletem as miçangas encontradas em seu interior. Assim, o aluno percebe e constrói por si só o conceito de fractal. Outra forma de explorar o tema em sala de aula é por meio da construção do Triângulo de Sierpinski (figura acima), no qual podemos através do ligamento dos pontos médios, fazer várias iterações, estabelecendo assim a relação de área, perímetro e obter também o cálculo das interações com o uso da potenciação.
É interessante ressaltar que as oscilações de um fractal são menores que um ponto, variando entre zero e um. Entretanto, por menor que seja a oscilação ela nunca é igual a zero.
Ainda pela pesquisa que realizei posso afirmar que os alunos passam a gostar de Matemática, quando ela é relacionada e trabalhada com o uso de outras áreas de conhecimento. Assim, o educando passa a entender de forma lógica e presencial está disciplina, deixando de ser abstrata e em consequência se melhora a aprendizagem.
Fonte: Pesquisa realizada pela acadêmica Catiana Inês Niedermayer, da Universidade de Santa Cruz do Sul, maio de 2008.